Amigo é coisa prá se guardar do lado esquerdo do peito, dentro do coração.

Assim se expressa a canção popular, em seus versos, enaltecendo a amizade.

No Velho e no Novo Testamento, as observações com respeito aos amigos é de que são valiosos tesouros; que o amigo merece o melhor de nós.

Nas nossas vidas, a Divindade providencia criaturas especiais, postando-as próximas a nós, a fim de que, em momentos cruciais, se constituam em sustentáculos na adversidade.

São os amigos que nos ouvem as dores lancinantes e nos oferecem seus ombros para apoiarmos a cabeça, quando não nos ofertam também braços generosos de amparo.

São os amigos que partilham conosco os momentos de conquistas, de alegrias, tanto quanto socorrem nas horas de angústia e sofrimentos.

Quando os afetos partem, ingressando na vida espiritual, são os amigos que nos sustentam a fragilidade, alimentando-­nos com sua presença.

Quando a enfermidade se abate sobre o nosso lar, atingindo os que amamos, e se arrasta, morosa, por meses a fio, são os amigos que realizam o revezamento espontâneo, nas horas das noites solitárias ou das madrugadas que parecem eternas, permitindo-nos o repouso restaurador do sono imprescindível.

Quando a carência nos atinge, o desemprego se instala, são os amigos que se elegem como empregadores, como detetives atenciosos à cata de oportunidades, como promotores de recursos para nos sanar as necessidades mais prementes.

Tanta vez a parentela corporal permanece distante ou se esquiva diante da dor que nos chibata a alma.

Ainda aí os amigos percebem o sofrimento mais oculto, a dor mais aguda e acorrem com o medicamento da sua ternura, o algodão delicado da palavra correta, em tempo preciso.

Almas que assim se dispõem, na qualidade de amigos, como tutores de nossas vidas, são Espíritos dedicados e amoráveis que não aguardam sequer a medalha da gratidão.

Para eles não há hora inconveniente, tempo ruim ou insuficiência de recursos, tudo realizando a bem do que conceituam como amizade.

Compete-nos, de contínuo, agradecer a Deus por essas almas dedicadas, revestidas da carne, que se nos transformam em verdadeiros anjos de guarda.

Compete-nos demonstrar-lhes o amor que lhes temos, como forma mínima de gratidão, sem esquecermos que muitos deles, mesmo após terem extintas suas vidas corpóreas, permanecem velando por nós, da Espiritualidade, para onde se transladaram.

Ampliar o círculo de amizades e manter amigos é lição de sabedoria que cabe ao homem exercitar.

Expressivo número de crianças prefere o computador aos amigos.

Como pais e educadores precisamos estar alertas para que nossas crianças não percam a experiência extraordinária de ser amigo e de fazer amigos.

Muitas vezes, reencarnam na condição de amigos fiéis, Espíritos que nos foram caros ao coração em vidas anteriores.

O que significa que, de um modo geral, os amigos fazem verdadeiramente parte da nossa família espiritual, que transcende os laços da consanguinidade.


Fonte: http://www.momento.com.br/
"Nascer, viver, morrer, renascer ainda e progredir continuamente, esta é a lei." (Allan Kardec)