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DETERMINISMO E LIVRE-ARBÍTRIO

Determinismo e livre-arbítrio coexistem na vida, entrosando-se na estrada dos destinos, para a elevação e redenção dos homens.

Por: Altamir da Cunha

Determinismo e livre-arbítrio formam uma dupla inseparável na longa estrada da evolução do Espírito.

Nos primeiros estágios da vida, quando ainda não se encontram manifestos os valores da educação e da experiência em forma de inteligência, predomina o determinismo: já que o Espírito por ser ainda ignorante não tem consciência das suas ações.

Posteriormente, amadurecido pelas provas das várias reencarnações, ampliam-se valores em forma de inteligência e consciência das ações praticadas, fazendo que, como conseqüência da lei de causa e efeito, se responsabilize pelos seus atos, organizando o seu determinismo, que pode ser agravado ou atenuado, até atingir os patamares superiores da sua evolução.


O determinismo é predominante nos primeiros estágios da vida


Estagiando, já como Espírito educado e consciente, ele se encontra munido de senso crítico, capacitado a compreender quando lhe fala a vontade de Deus, impulsionando-o no caminho da evolução, ou a sua vaidade e egoísmo, chumbando-o aos ciclos das reencarnações dolorosas; pois estará sempre com ele o mérito da escolha.

Vale salientar, que em todas as circunstâncias, se encontra ativa a lei universal do bem e da felicidade para todas as criaturas.

As situações que se apresentam como agravamento do determinismo na vida, não devem ser interpretadas como castigo, mas sim como manifestação da lei de causa e efeito, convidando a profundas reflexões, que apontarão as falhas e a necessidade de reparação, harmonizando-o com as leis divinas.

Diz Emmanuel: “O determinismo divino se constitui de uma só lei, que é a do amor para a comunidade universal. [...]” (O Consolador, Segunda Parte, “Experiência”, questão 135.)


O determinismo absoluto só existe nos animais e nos homens selvagens


Porém, quando o Espírito dominado pelo orgulho se acha auto-suficiente, transforma-se em instrumento de ações perniciosas, comprometendo-se com as leis divinas, necessitando de reparação apropriada. Isso vem a confirmar as infinitas misericórdia e justiça do Pai, abrindo as portas das oportunidades reparadoras através da reencarnação, a fim de que o Espírito siga seu caminho na conquista da plenitude espiritual.

Concluindo, poderemos afirmar que o determinismo absoluto só existe nos animais e nos homens selvagens. E quanto àqueles que já despertaram para horizontes mais amplos, pela inteligência e noções de amor, predominam o livre-arbítrio e o compromisso de proteger os que se encontram na retaguarda da evolução.


Fonte: Revista Reformador (março 2007)

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