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OBSESSÃO E ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

A obsessão, como todas as enfermidades, pode ser curada através de tratamentos especializados, mas para se tratar essa enfermidade espiritual, são necessários alguns procedimentos terapêuticos

Por: Umberto Ferreira

De acordo com o Espiritismo, obsessão é a ação persistente que um Espírito exerce sobre uma pessoa com o objetivo de causar-lhe sofrimento.

Na Bíblia, particularmente no Novo Testamento, há o relato de vários casos de obsessão – referidos como atormentados, endemoninhados, lunáticos, possessos – curados por Jesus e pelos discípulos.

Pela sua importância, o assunto é muito bem estudado pelo Espiritismo. Vários recursos são empregados na assistência espiritual, ou, como preferem alguns, no tratamento espiritual dos portadores desse transtorno. São eles: estudo e prática do Evangelho, oração, passe e água fluidificada, desobsessão.

O estudo e prática dos ensinamentos evangélicos, feitos com desejo sincero de se melhorar, provocam profundas mudanças no ser humano, enobrecendo os seus sentimentos, pensamentos e ações.

A ação dos Espíritos obsessores é facilitada pelas nossas imperfeições morais. Quanto maiores estas, mais vulneráveis nos tornamos ao assédio dos Espíritos imperfeitos. A esse respeito escreveu Allan Kardec: “[...] Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para isentá-lo da obsessão, é preciso fortificar a alma, pelo que necessário se torna que o obsidiado trabalhe pela sua própria melhoria, o que as mais das vezes, basta para o livrar do obsessor, sem recorrer a terceiros. [...]” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, item 81.)


A água fluidificada é um dos importantes recursos usado na assistência espiritual


Pensamento positivo, bom ânimo e otimismo são de importância muito grande. Jesus – o maior de todos os médicos e psicólogos – no momento em que dirigia aos discípulos palavras de despedida, encorajou-os: “[...] no mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”. (João, 16:33.)

Talvez o Mestre tivesse por objetivo evitar que os discípulos ficassem tristes, ou mesmo deprimidos.

O nosso estado mental torna-se então desfavorável às influências dos Espíritos obsessores e favorável à ajuda dos bons Espíritos.

A prática do bem, como manifestação do amor, aumenta os nossos méritos e atrai o auxílio dos Espíritos elevados. Além disso, favorece a intervenção divina no sentido de abreviar a nossa expiação.

O apóstolo Pedro demonstrou ter entendido bem a misericórdia divina. Na primeira carta aos cristãos, escreveu: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de pecados [...]”. (1 Pedro, 4:8.)

A oração, além de nos proporcionar sensação de paz, força, coragem e aumento da resistência, atrai a assistência dos bons Espíritos.

Allan Kardec enfatiza a importância da oração: “Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar de quem haja de atuar sobre o Espírito obsessor”. (Op. cit., cap. XXVIII, item 81.)

O passe e a água fluidificada são recursos importantes para livrar o obsidiado dos fluidos negativos do obsessor e envolvê-lo com energias salutares.

Esclarece Allan Kardec: “Nos casos de obsessão grave, o obsidiado se acha como que envolvido e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele”.(Op. cit., cap. XXVIII, item 81.) É importante que o obsidiado deseje a própria cura, que colabore com a força da sua vontade.


Confiança em Deus e renovação íntima são de extrema importância para a recuperação do obsidiado


Sobre isso, ensina Kardec: “A tarefa se apresenta mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, presta o concurso da sua vontade e da sua prece [...]”. (Idem, ibidem.)

Quando o obsidiado não segue essas orientações, os resultados da assistência espiritual ficam aquém do esperado. Ele corre o risco de permanecer longo tempo tomando passe, melhorando e tendo recaída. Por outro lado, quando se esforça para segui-las, os resultados são altamente positivos.

Não se pode esquecer do trabalho incansável e imperceptível aos olhos humanos, desenvolvido pelos Espíritos Superiores, em todas as regiões do planeta, com a finalidade de aliviar os portadores de transtornos obsessivos.


Fonte: Revista Reformador (março 2007)

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